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13 de julho de 2010

as emoções do Mundial

As imagens do beijo que Iker Cassillas deu à namorada no final do jogo em que a Espanha, pela primeira vez se tornou campeã do mundo de futebol, já correram o planeta, no entanto apetece-me lembra-las aqui porque reflectem o que me faz vibrar mais nos grandes jogos de futebol e no mundial, em particular... as emoções. Como não sou muito entendida nas jogadas, técnicas e tácticas futebolísticas gosto mais de observar as emoções e as expressões dos que jogam, dos que assistem, e dos "treinadores" cá de casa. A alegria das multidões comove-me sempre. Esta imagem regista um momento de pura emoção, alegria e afectos... e faz-me pensar em como o mundo reage bem quando estas demonstrações de afecto não conseguem ficar presas as normas profissionais e como desarmam quem as testemunha. Grande capitão! E muito parabéns a toda a Espanha.

20 de novembro de 2009

moscas

Consegui, finalmente, resolver o problema que tinha com as moscas cá em casa. Valeu a pena o investimento nas redes mosquiteiras! Como moramos no campo onde há rebanhos a passarem diariamente à nossa porta, vizinhos que criam animais e imensa terra à nossa volta, as moscas entravam pelas casas e davam-me cabo da paciência.
Agora que já posso ter as janelas abertas o dia todo, sem que entrem moscas, encontrei este video no blog da editora Bruaá que me levou a ver um lado divertido e muito útil na vida de algumas moscas. Na Feira de Frankfurt, a editora Eichborn recorreu à ajuda de duzentas moscas para promover o seu stand. Fico a imaginar se não poderia fazer o mesmo com os pedacinhos de papéis que sobram, por cima da mesa, quando os meus filhos se lembram de fazer recortes... nãhm... prefiro tê-las apenas lá fora.
Mas, afinal, tudo tem um lado positivo embora às vezes seja tão difícil de ver... No entanto nada é impossível e sempre que me lembrar de moscas vou passar a ter uma imagem engraçada delas. A imaginação e criatividade são mundos fantásticos. Vale a pena ver.

10 de novembro de 2008

À boleia



Um destes dias, a caminho da escola da minha filha e cheia de pressa (detesto estar com pressa) fui obrigada a reduzir a velocidade porque à minha frente, em plena estrada ia um tractor a um ritmo muito diferente do meu.
Gosto destes veículos, das rectroescavadoras, das ceifeiras, dos tractores...
E gosto porque o meu filho, que adora estas máquinas, me ensinou a reparar nelas e nos detalhes de forma que, desde há vários anos merecem a minha atenção. O mesmo aconteceu neste dia tal como, tranquilamente, registei na foto.
À minha frente e numa estrada com algum movimento seguia um tractor, com dois homens que conversavam animadamente. Tentei imaginar sobre o que conversariam e para onde se dirigiam. Rendida a chegar atrasada decidi aproveitar o momento. Aumentei o som da voz da Nina Simone e reduzindo a velocidade lá segui o tractor até que parou, obrigando-me também a parar.
Em perfeita harmonia com aquele ritmo um dos homens, o passageiro, já perto dos 70 anos, desceu, lentamente para o passeio, levantou o braço agradecendo-me e com um sorriso aberto gritou para o condutor: "obrigado p´la boleia rapaz". Abri o vidro e retribui o aceno com um sorriso.
Como acontece todos os dias, a minha filha atrasa-se sempre uns minutos a arrumar as coisas e a despedir-se das amigas e assim, naquela tarde, não ficou muito tempo à minha espera.
Eu, que me convenci que iria chegar atrasada logo que me deparei com o tractor, saboreei a imposição do próprio tempo e quando sorri para aquele homem velho "invejei-lhe" a calma e a naturalidade da viagem. Voltei a fechar os vidros porque apesar de gostar muito destes "gigantes" detesto o barulho dos seus motores.

24 de setembro de 2008

a casa



a casa onde moramos tem mais de cinquenta anos e muitas, mas muitas mais histórias para contar.

Dos registos que fui conhecendo constatei que já sofreu várias obras. A última grande mudança é a que está a passar agora, com a remodelação que lhe estamos a fazer e que dura há mais de nove meses.

Desde que cá moramos fomos conhecendo a sua história através de objectos e imagens, como a fotografia que aqui deixo e que encontrei à dias no meio da "tralha".

Através da imagem inicio uma viagem imaginária ao passado da casa que sobreviverá muito para além de nós.